Uma palavra que hoje em dia está super na moda e que é um retrato fiel dos nossos tempos é a ANSIEDADE. Ela pode ser usada para expressar um estado de ânimo momentâneo, quando estamos na expectativa de algo, como quando estamos “aguardando ansiosamente” uma pessoa ou um acontecimento.  A ansiedade é uma preparação psíquica do indivíduo para lidar com situações novas, difíceis ou perigosas. É uma reação normal quando estamos diante de algo que não sabemos ao certo como será.

Mas a ansiedade pode se expressar em formas patológicas, como as síndromes de ansiedade, se tornar recorrente e trazer consigo sintomas desagradáveis aos indivíduos que sofrem com este problema. Neste caso a ansiedade é uma espécie de medo sem objeto. Mas como assim? Enquanto o medo se refere à algo, como medo de altura, medo de cachorro, medo de assalto, etc, a ansiedade anormal não se direciona a nenhum objeto, embora produza o mesmo sentimento de alerta e excite o corpo da mesma forma. A ansiedade é uma reação a algo indefinido, vago e desconhecido.

Transtornos de ansiedade

Sintomas e tratamento da ansiedade

Seus principais sintomas são taquicardia, transpiração, aperto no peito, falta de ar, sensação de vazio e desrealização, a sensação de que estamos perdendo o chão e o sentido das coisas. Quando a ansiedade é muito intensa e acontece de repente pode ser também chamada de “crise de pânico”, um curta circuito em nossa psique que nos deixa de fato em pânico, com explosões de adrenalina e sensação intensa de perigo e desamparo. A explicação do fato que hoje em dia muitas pessoas sofrem com esse mal tem tudo a ver com nossas condições de vida atuais. A correria da vida moderna, a competitividade, a cobrança de “ser alguém na vida”, os prazos, os horários, a profusão de informações disponíveis e que nos cobramos apreender… Além também das particularidades de cada sujeito, sua criação familiar, seus traumas de infância, etc.

O tratamento pode ser feito por duas vias e devem ser de preferência conjugadas. O tratamento com remédios ansiolíticos e/ou antidepressivos e o acompanhamento com um terapeuta. Mas convém observar que hoje em dia o consumo de antidepressivos se tornou algo fora de controle. Psiquiatras emitem receitas e rotulam as pessoas com diversos transtornos, quando na verdade estamos somente triste ou irritados, não necessariamente deprimidos ou com problemas patológicos de humor. Convém sermos responsáveis e apostarmos principalmente no tratamento terapêutico, em que expomos nossos medos, nossas inibições e traumas, e que certamente irá mais na raíz dos problemas da ansiedade que a medicação.

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