O que afinal define um padrão de beleza? Como ele surge? O que temos de fazer para estar de acordo com estes padrões? Quando pensamos em beleza, hoje associamos estes padrões principalmente às celebridades ou esportistas, com corpos bem definidos e proporcionais, uma pele lisa e bem cuidada e padrões regulares em seus corpos. Este é o mesmo padrão que surgiu na Grécia e na Roma antigas.

Os homens definidos eram os guerreiros, gladiadores, aqueles que mostravam sua força, seu lado “macho protetor”. Geneticamente, os humanos estão predispostos a olhar para homens com feições “grosseiras” como líderes natos, os “chefes da matilha”. Isso não significa que naquela época não havia outras opiniões sobre o que era belo. Muitos achava os filósofos um exemplo de beleza e os admiravam por sua inteligência. Temos dessa época também expressões como “aquele homem parece um deus grego”. Isto porque os deuses eram os padrões, tanto intelectuais quanto físicos, que os gregos e romanos desejavam alcançar.

Com o tempo e o domínio do pensamento religioso, principalmente, os padrões tiveram algumas mudanças, apesar do padrão de beleza “clássico” se manter uma constante. Ter sobrepeso, usar roupas extravagantes, já foi sinônimo de beleza na era medieval européia, quando estes “símbolos” significavam riqueza, o que atraía a atenção de muitos. Temos que lembrar também que casamentos da nobreza tinham, em sua maior parte, interesses políticos e/ou territoriais envolvidos. Detalhe importante também é que tomar banho não era algo muito comum naquela época. Só isso já diz muito sobre os “padrões” daquela época.

Padrões de beleza

São através de esculturas como essas que os gregos expressavam a beleza dos deuses, os padrões que deveriam ser buscados pelos humanos normais. (Foto: www2.bc.edu)

Já nos séculos XVIII e XIX, temos um padrão de beleza que começa a se diversificar um pouco mais. As mulheres começam a buscar papéis mais importantes na sociedade, o que se consolida no século XX. Com isso, as opiniões delas passam a valer um pouco mais, e os homens “diferentes” tendem a ter um pouco mais de chances. A riqueza ainda é um norteador da beleza, pois com ela também vinham boas vestes, saúde e mimos que as mulheres admiravam muito naquela época. Homens brutos, violentos, ainda tinham muito mais espaço nestas eras, uma vez que sua violência era mascarada por uma sociedade machista.

Chega o século XX e as mulheres começam a firmar seu espaço no mercado de trabalho. Os homens começam a ter de atender mais às demandas do público feminino. Temos o começo de uma inversão de papéis, onde os homens são sensibilizados pelas mulheres e tem de “correr atrás”. Os padrões de beleza clássicos retornam com mais força na década de 90. Artistas, celebridades e esportistas se tornam o foco de atenção, o modelo que os homens querem seguir. Homens ricos são admirados pelo seu poder e sua liderança. A inteligência volta a ser sinônimo de riqueza.

O século XXI começa como um dos séculos mais democráticos em padrões de beleza que conhecemos. Se você for para algumas ilhas da Oceania e for obeso, você é um homem belo. No Japão, lutadores de sumô são admirados por muitas mulheres. Na Europa, em alguns países, homens negros são considerados exóticos e muito belos. Podemos dizer o mesmo de homens brancos em alguns países da África. Existem padrões para todos os gostos.

A riqueza continua como um sinônimo de beleza, infelizmente. Ter dinheiro o torna mais atraente, como algumas pesquisas já confirmaram. Isso remete ao nosso passado. Mas ao mesmo tempo, existem mulheres que não se importam com isso. Acham muito mais belo um homem carinhoso do que um homem musculoso. Ainda existem mulheres que preferem homens brutos e violentos.

Padrões de beleza

Até a androginia, ou seja, homens que tem feições masculinas e femininas, tem espaço nos tempos de hoje. (Foto: modaparahomens.com.br)

Apesar da democracia dos tempos de hoje, ainda somos vítimas da ditadura da informação. A mídia dita o padrão de beleza que julga ser o correto. O povo, controlado por ela, assume que tais padrões são os modelos a serem alcançados e nos levam a perder o foco de coisas mais importantes. Tal ditadura alimenta uma indústria da beleza e insegurança, com homens pelo mundo inteiro vivendo insatisfeitos com suas vidas e buscando por padrões que podem ser inalcançáveis, apenas para se encaixarem em um padrão que não criaram, ao invés de dar mais atenção para aquela bela vizinha que te admira em silêncio e você não percebe.

Campanhas como da Dove pela beleza real e iniciativas como as do governo da França, que quer que propagandas deixem claro o uso de manipulação digital, são nobres tentativas de fazer uma sociedade um ambiente mais democrático. Muitos homens já de mataram por não querer envelhecer e ficar “feios”. Sean Connery e Al Pacino estão aí para provar que mesmo velhos, são belos exemplos de beleza e cavalheirismo. É também belo o que líderes mundiais, como Mandela e Martin Luther King fizeram. Não seria isso também padrões de beleza?

O que é importante nisso tudo é que nós lembramos que é importante estarmos felizes conosco. É completamente natural estar insatisfeito com uma barriguinha, mas não apenas por motivos estéticos, mas mais por problemas de saúde. Você não precisa de matar de malhar porque se acha gordo e comprar apenas roupas de marca e na moda. Lembre-se sempre que a segurança é uma das coisas que mais atraem mulheres ainda hoje.

Pode ser que os padrões mudem, pode ser que não. Hoje, temos a oportunidade ímpar e democrática de seguir nossos próprios padrões e escolhas de beleza e ter chances que anos atrás seriam impossíveis. Vai lá. Se olhe no espelho e veja quais são suas reais qualidades. Trabalhe elas de forma a eclipsarem seus defeitos e te ajudarem a ser sempre um homem melhor. Garanto que não é só você que notará a diferença.

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